quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

RAPIDINHA – Tigelas de chocolate feitas com bexiga!

Minha tia já havia comentado comigo sobre isso, mas quando vi essa imagem no Pinterest eu surtei (adoro essa palavra!).


É super fácil de fazer!
Derreta em banho-maria chocolate para cobertura. Mergulhe a bexiga e deixe secar sobre uma folha de papel manteiga. Após secar repita a operação mais umas 2 ou 3 vezes, para deixar a casquinha mais firme.
Depois é usar e abusar da criatividade e rechear de acordo com seu gosto!

Chantilly, sorvete, salada de frutas, creme de confeiteiro, mousses, gelatinas, pavês!

CRIE E SABOREIE!

Mineiríssimo! Romeu&Julieta

Quando estamos em Minas Gerais é impossível não saborear a tradicional sobremesa que Shakespeare não conheceu, mas ajudou a nomear: Romeu e Julieta.

Os ingredientes queijo e goiabada são típicos mineiros, da cozinha das fazendas e sítios.
Mas a combinação tem origem na Bulgária onde misturavam queijo cremoso com goiaba em calda.

Não importa quão búlgara seja sua origem. Fato é que o doce tornou-se brasileiro por excelência!

Para inovar a aparência, mas manter a essência apresentamos 2 receitas deliciosas:  Semifredo Romeu e Julieta com Praliné e um Pudim de Queijo com calda de Goiabas.


Semifreddo de Romeu e Julieta com Praliné

INGREDIENTES
  • 45g de amêndoas
  • 60g de castanha do Pará
  • 1 ½ de xícara de açúcar
  • 400g de goiabada cascão
  • 1 lata de creme de leite
  • 4 ovos extra
  • 1 xícara de creme de leite fresco
  • 500g de queijo minas
  • 100g leite condensado

PREPARO MOUSSE DE GOIABADA
Para preparar o mouse de goiabada corte 300g de goiabada em pedaço médios, leve ao fogo com um pouco de água para derreter. Reserve até esfriar. Pegue 100g de goiabada e corte em cubos pequenos para a decoração e reserve. Após a goiabada derretida esfriar, leve ao liquidificador junto com o creme de leite, bata até verificar uma mistura homogênea. Misture os cubos pequenos de goiabada no mouse e reserve.

PREPARO SEMIFREDO E PRALINÉ
Para fazer o Praliné, coloque o açúcar numa panela e leve ao fogo, até formar um caramelo, adicione as amêndoas e as castanhas do Pará de despeje num silpat ou no mármore. Espere esfriar. Em seguida quebre e leve ao processador. Reserve.
Corte o queijo em pedaços e leve para o processador ou liquidificador junto com o leite condensado, misture bem. Adicione o praliné e reserve.
Para fazer o zabaglione, leve ao banho-maria 4 gemas de ovos e ½ xícara de açúcar, batendo sempre sem para com batedor de arame, até o creme ficar fofo e aumentar de volume, a cor certa é de amarelo claro. Reserve.
Bata as claras em neve, reserve.
Bata o chantilly, reserve.
Misture o queijo com praliné, o zabaglione, as claras em neve e o chantilly. Sempre com muita delicadeza para que não perca aeração.

MONTAGEM
Em uma forma a sua escolha, forre-a com plástico filme. Em seguida coloque o mouse de goiabada, depois o semifreddo de queijo com praliné. Embale e leve ao freezer por 6 horas. Na hora de servir desenforme e corte em fatias.
Complete com uma calda de cachaça ou apenas uma calda de goiabada.

                                                                                                                                                                     


Pudim de queijo com calda de goiabas
 Receita:  UNIÃO (ciauniao.com.br)

INGREDIENTES:
Pudim:
  • 4 e ¼ xícaras (chá) de queijo fresco amassado 
  • 2 xícaras (chá) de açúcar refinado 
  • 4 xícaras (chá) de leite 
  • 3 envelopes de gelatina em pó sem sabor 
  • 2 caixas de creme de leite 
  • 1 xícara (chá) de água para hidratar a gelatina 
  • 2 colheres (chá) de essência de baunilha 
Calda:
  • 3 goiabas vermelhas descascadas 
  • 1 xícara (chá) de água 
  • 1 xícara (chá) de açúcar refinado
PREPARO

Pudim:
No liquidificador, bata o queijo com o leite, o creme de leite, a baunilha, o açúcar e a gelatina previamente hidratada na água e derretida no banho-maria.
Despeje na fôrma untada com óleo e passada na água e leve à geladeira até firmar. 

Calda:
No liquidificador, bata as goiabas com o açúcar e a água. Peneire e leve ao fogo até engrossar. Utilize fria ou gelada.

MONTAGEM:
Desenforme o pudim e cubra com a calda. Decore com rodelas de goiaba.

                                                                                                                                                                     

imagem: ciauniao.com.br

RAPIDINHA - Salada Caprese, para refrescar os dias quentes de verão

Era uma tarde quente na Ilha de Capri e criou-se este prato leve com as cores da bandeira italiana (verde, vermelho e branco) para suavizar o calor daqueles dias de verão.

A salada Caprese leva ingredientes simples, mas que podem tornarem-se mil idéias na hora da composição do prato. São eles:

  • Tomates bem maduros em rodelas
  • Mussarela de búfala em rodelas
  • Folhas frescas de manjericão
  • Azeite (mas azeite bom, ok!)
  • Sal
Inspire-se nas imagens abaixo e monte a sua!



Como aperitivos

Em uma montagem mais refinada

Como canapés

Uma variação com aspargos verdes e balsâmico (perfeito!)
Em uma montagem clássica.

Uma variação bem interessante é o Creme Caprese que o Chef Eduardo Duó nos ensina no vídeo abaixo! 



GOSTARAM?

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

"As comidas, para mim, são entidades oníricas"

Hoje ao abrir meu facebook (porque vício é vício!) recebi do Silvio (amigo e dono do blog Casa de Shiva) este texto lindo do escritor Rubem Alves.

O texto chama-se Pipoca e descreve como o autor pode sonhar com esta simples "flor branca".



PIPOCA
Rubem Alves


"A culinária me fascina. De vez em quando eu até me até atrevo a cozinhar. Mas o fato é que sou mais competente com as palavras do que com as panelas.

Por isso tenho mais escrito sobre comidas que cozinhado. Dedico-me a algo que poderia ter o nome de "culinária literária". Já escrevi sobre as mais variadas entidades do mundo da cozinha: cebolas, ora-pro-nobis, picadinho de carne com tomate feijão e arroz, bacalhoada, suflês, sopas, churrascos.

Cheguei mesmo a dedicar metade de um livro poético-filosófico a uma meditação sobre o filme A Festa de Babette que é uma celebração da comida como ritual de feitiçaria. Sabedor das minhas limitações e competências, nunca escrevi como chef. Escrevi como filósofo, poeta, psicanalista e teólogo — porque a culinária estimula todas essas funções do pensamento.

As comidas, para mim, são entidades oníricas.

Provocam a minha capacidade de sonhar. Nunca imaginei, entretanto, que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu.

A pipoca, milho mirrado, grãos redondos e duros, me pareceu uma simples molecagem, brincadeira deliciosa, sem dimensões metafísicas ou psicanalíticas. Entretanto, dias atrás, conversando com uma paciente, ela mencionou a pipoca. E algo inesperado na minha mente aconteceu. Minhas idéias começaram a estourar como pipoca. Percebi, então, a relação metafórica entre a pipoca e o ato de pensar. Um bom pensamento nasce como uma pipoca que estoura, de forma inesperada e imprevisível.

A pipoca se revelou a mim, então, como um extraordinário objeto poético. Poético porque, ao pensar nelas, as pipocas, meu pensamento se pôs a dar estouros e pulos como aqueles das pipocas dentro de uma panela. Lembrei-me do sentido religioso da pipoca. A pipoca tem sentido religioso? Pois tem.

Para os cristãos, religiosos são o pão e o vinho, que simbolizam o corpo e o sangue de Cristo, a mistura de vida e alegria (porque vida, só vida, sem alegria, não é vida...). Pão e vinho devem ser bebidos juntos. Vida e alegria devem existir juntas.

Lembrei-me, então, de lição que aprendi com a Mãe Stella, sábia poderosa do Candomblé baiano: que a pipoca é a comida sagrada do Candomblé...

A pipoca é um milho mirrado, subdesenvolvido.

Fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista de tamanho, os milhos da pipoca não podem competir com os milhos normais. Não sei como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a idéia de debulhar as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser comidos.

Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura. O que aconteceu, ninguém jamais poderia ter imaginado.

Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebra-dentes se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer. O estouro das pipocas se transformou, então, de uma simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos de todos, especialmente as crianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas!

E o que é que isso tem a ver com o Candomblé? É que a transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação porque devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa — voltar a ser crianças! Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.


Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.

Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.

Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos.Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.

Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: PUF!! — e ela aparece como outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante.

Na simbologia cristã o milagre do milho de pipoca está representado pela morte e ressurreição de Cristo: a ressurreição é o estouro do milho de pipoca. É preciso deixar de ser de um jeito para ser de outro.

"Morre e transforma-te!" — dizia Goethe.

Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá. Falando sobre os piruás com os paulistas, descobri que eles ignoram o que seja. Alguns, inclusive, acharam que era gozação minha, que piruá é palavra inexistente. Cheguei a ser forçado a me valer do Aurélio para confirmar o meu conhecimento da língua. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar.

Meu amigo William, extraordinário professor pesquisador da Unicamp, especializou-se em milhos, e desvendou cientificamente o assombro do estouro da pipoca. Com certeza ele tem uma explicação científica para os piruás. Mas, no mundo da poesia, as explicações científicas não valem.

Por exemplo: em Minas "piruá" é o nome que se dá às mulheres que não conseguiram casar. Minha prima, passada dos quarenta, lamentava: "Fiquei piruá!" Mas acho que o poder metafórico dos piruás é maior.

Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.

Ignoram o dito de Jesus: "Quem preservar a sua vida perdê-la-á".A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo a panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.

Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira..."

"Nunca imaginei que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu".


Um banho bem generoso de pipocas para todos vocês!

Fogo na Boca - PIMENTAS

A ideia para essa postagem veio de meu pai, sendo mais exato, da história de uma de suas viagens para a diviva Minas/Bahia.
Meu pai juntamente com um amigo (na época caminhoneiros) pararam num destes “restaurantes” anexados aos postos de gasolina. Ao pedirem a refeição, a atendente (uma baiana dessas bem arretadas) perguntou se eles iriam querer a comida quente ou fria.
A resposta do amigo de meu pai foi imediata: “a minha bem quente!”.
Meu pai (que já sabia o que queria dizer esse “quente ou fria” da região) riu em silêncio – pelo menos até a hora de comerem.
A comida “bem quente” veio muito apimentada e foi motivo de piadas por muito tempo.

Encontrada (e conhecida) em praticamente todos os cantos do mundo, a pimenta é depois do sal o condimento mais utilizado na cozinha.
Com origem nas América, registros mostram que a pimenta já era utilizada na alimentação pelos mexicanos há mais ou menos 9.000 anos atrás.
A maioria das espécies desta planta tem sua origem ali na região central e evoluiu nas regiões que atualmente são Bolívia e Peru.
Com as colonizações, em pouco tempo, esse condimento espalhou-se por toda a Europa e foi motivo da expansão territorial.

Basicamente há dois tipos de pimenta mais conhecidos: Piper e Capsicum.
Atualmente calcula-se mais de 150 espécies do gênero Capsicum catalogadas no mundo.
Considera-se pimenta as plantas picantes que possuam piperina (gênero Piper) ou capsaicina (gênero Capsicum).

O sabor picante e a sensação de calor e ardência gerados na degustação da pimenta são gerados pela capsaicina que estimula as terminações nervosas da boca, assim como as papilas gustativas.

Para medir o sabor da pimenta foram criadas escalas do grau de pungência da planta.
O mais exato foi criado pelo farmacologista Wilbur Scoville, que baseia-se na solução obtida de um peso exato de pimentas dissolvidas em álcool e diluídas em água com açúcar.
Quando maior o grau de pungência, maior será a diluição até que a ardência deixe de ser sentia pelo paladar.

A outra, escala criada por Julie Cohn, é mais subjetiva classificando a ardência de 1 a 10 e conhecida como Escala de Temperatura (1,2,3: suaves. 4,5,6: médias. 8,9,10: muito picantes).

USOS
De modo geral as pimentas são usadas para conferir sabor e picância ao prato, assim como realçar o seu sabor.
No Brasil elas são empregadas de diferentes maneiras e, para cada pimenta ou para cada prato, existe um procedimento e um tipo de preparo.
Podem ser saboreadas frescas puras, desidratadas (duram mais e ardem menos),frescas em molhos ou em conservas de azeites, óleos ou vinagre.
As pimentas devem ser harmonizadas com o prato, equilibrando assim o sabor picante para que ele não sobrepuje os demais sabores.
Porém, a utilização da pimenta assim como sua ardência são fatores subjetivos que dependem muito da cultura, hábitos e gostos locais.
Mas assim como o sal, é melhor pecar pela falta que pelo excesso.

As pimentas ainda podem ser usadas para preservar alimentos da contaminação de bactérias e fungos patogênicos.

São estimulantes do apetite e ajudantes na digestão. Após ingeridas podem promover a sensação de bem estar.

FATORES NUTRICIONAIS
Além da piperina e da  capsaicina, as pimentas são ricas em vitaminas A, E e C, zinco, ácido fólico, potássio.
As vermelhas e amarelas são uma das fontes vegetas mais ricas em betacaroteno e licopeno.
Por serem ótimas antioxidantes e desintoxicantes ricas em flavonoides, atuam no combate do câncer de próstata, catarata e diabetes.
Ajudam na cicatrização e impedem a formação de coágulos sanguíneos sendo propícias para no combate da trombose.
A capsaicina por sua vez tem funções energéticas, vasodilatadora, analgésica e digestiva. Ao ser ingerida causa a liberação de endorfina (para combater a sensação de ardência) que é responsável pela sensação de bem estar, podendo ajudar no processo de tratamento da depressão.
A liberação de endorfina também pode reduzir a vontade de comer e diminuir a ingestão de calorias. Aliado com as propriedades termogênicas que aceleram o metabolismo, as pimentas são ótimas aliadas em programas de redução de peso.
Não são aconselháveis aos portadores de gastrites, úlceras, hemorroidas, refluxos ou esofagites.

TIPOS DE PIMENTA

Pimenta Bhut Jolokia:
A pimenta mais forte do mundo, segundo o Guiness Book. Ela atinge o grau máximo na escala Scoville que mede a ardência das pimentas. É altamente recomendável que se use luvas no manuseio desta pimenta.





Pimenta Americana ou Doce:
Apresenta frutos alongados de cor verde intenso e brilhante. É uma pimenta de baixo aroma e pungência doce, utilizada no preparo de vários pratos da comida brasileira, muitas vezes substituindo o pimentão.






Pimenta Chili:
Proveniente do México é uma pimenta extremamente picante, utilizada no preparo de pratos mexicanos e italianos. Ideal para sopas, cremes, molhos cremosos e de tomate, frutos do mar, carnes, aves, vegetais e coquetéis.







Pimenta Habanero:
Originária do Caribe e da Costa Norte do México, foi a primeira pimenta a ser cultivada pelos Maias. É utilizada fresca, seca ou em molhos. Tem um sabor muito forte que persiste na boca. As suas cores variam entre amarelo, laranja e vermelho.





Pimenta Jalapeno:
Originária do México, apresenta frutos cônicos de coloração verde claro a verde escuro quando imaturos e vermelho quando maduros. É consumida fresca, processada na forma de molho líquido, conservas, desidratada ou em pó. Possui grau médio de pungência.
Ao lado da pimenta tabasco, a jalapeno é a mais popular da América do Norte. Seu nome é uma homenagem à cidade de Jalapa, capital de Vera Cruz, no México. É utilizada em vários molhos para tacos, burritos e quando seca e defumada, é conhecida como chipotle.



Pimenta Cambuci ou Chapéu-de-Frade:

Apresenta frutos verdes (imaturos) e vermelhos (maduros) na forma de campânula ou sino. 
De pungência doce e aroma baixo é utilizada em saladas e cozidos.





Pimenta Cumari:
Também conhecida pelos nomes cumbari e comari.
É uma pimenta pequeninha, muito picante, ligeiramente amarga e baixo aroma.
Nativa da mata brasileira, apresenta frutos arredondados ou ovalados, verde (imaturos) e vermelho (maduros). Encontra-se fresca ou em conserva, empregada em molhos, cozidos e marinados. Grau 8 na escala de temperatura.


Pimenta Cumari-do-Pará:
Similar à pimenta cumari, apresenta frutos arredondados ou ovalados, verde (imaturos) e amarelo (maduros). De pungência picante alto e aroma forte é utilizada principalmente em conservas.








Pimenta Dedo-de-Moça:

Apresentam frutos alongados de coloração verde (imaturo) e vermelho (maduro), pungência picante baixo e aroma baixo. Mais suave que a malagueta e ligeiramente mais picante que a jalapeno, é uma pimenta saborosa que pode ser encontrada líquida, fresca, em conserva ou desidratada na forma de flocos com sementes, recebendo no nome de pimenta calabresa.
É muito utilizada em molhos e uma grande variedade de pratos.




Pimenta Malagueta:
Apresenta variedades com pungência de médio a alto e baixo aroma e frutos alongados verde (imaturos) e vermelho (maduros). É muito utilizada em molhos de pimentas, conservas, como condimento no preparo de peixes, carnes, em feijoadas e no acarajé.
Muito apreciada na China e na Tailândia. Grau 9 na escala de temperatura.



Pimenta-de-Bode:
Apresenta frutos verdes (imaturos), amarelo ou vermelho (maduros), arredondados ou achatados, tipo pitanga. Sua pungência é alta e seu aroma também. É utilizada como condimento no preparo de carnes, arroz, feijão, pamonha salgada e até em biscoitos de polvilho e quando maduros, principalmente em conservas.  
Comercializada em conservas de salmoura, vinagre ou azeite. Grau 9 na escala de temperatura.




Pimenta-de-Cheiro:
Apresenta frutos alongado, arredondado, triangular, campanulado e retangular. Seus frutos quando maduros variam desde o amarelo-leitoso, amarelo-forte, alaranjado, salmão, vermelho até preto quando maduros. Existem variedades com pungência doce, picante baixo e até picante alto. Seu aroma é alto, sendo bastante utilizada em saladas, como condimento para carnes, principalmente peixes.
Pimenta típica da culinária baiana e nordestina, sua presença é obrigatória em pratos como o xinxim de galinha e os bobós.

Tabasco:
Originária do Chile, é encontrada também na Louisiana, onde existe uma grande companhia de pimentas que leva seu nome e a tornou famosa. É uma pimenta saborosa e bastante picante.
A polpa é utilizada no preparo de peixes e frescas em saladas.





Pimenta biquinho:
Recebe este nome porque o seu fruto arredondado afunila-se na ponta ficando semelhante a um pequeno bico.
Muito usada como planta ornamental, ela agora vem sendo utilizada no preparo de peixes, carnes e molhos. Também é muito apreciada em conservas feitas em aguarente. Sua picância é fraca, com 1 grau na escala de temperatura.



Pitanga:
Muito semelhante com a fruta que leva o mesmo nome.  Pouco conhecida e consumida é empregada em ensopados de peixes e caldos. Picância média, entre 5 e 6 na escala de temperatura.






Pimenta Branca:
A pimenta branca é a pimenta do reino madura e seca que é descascada. 
Bem menos picante do que a pimenta preta é encontrada em pó ou em sementes.
É utilizada em maioneses, peixes, molhos brancos, sopas claras e no tempero de saladas.




Pimenta-do-Reino:
A pimenta do reino é uma das especiarias mais antigas e mais utilizadas no mundo.  Pequena e de formato arredondado, tem um sabor forte e levemente picante.
Originária das florestas equatoriais da Ásia, principalmente Índia, apresenta coloração verde (imaturas) e vermelha (maduras). 
Seca ou conservada em salmoura, mantém a cor original dependendo do seu estágio de amadurecimento. 
Quando fervidas e depois secas, tornam-se negras e por isso são também conhecidas como pimenta preta.

Pimenta-do-Reino Verde:
É a pimenta do reino colhida em seu estagio inicial de desenvolvimento, quando ainda está verde. É utilizada em pratos como o steak de filé mignon com poivre vert (pimenta verde em francês).






FALSAS PIMENTAS

Pimenta-da-Jamaica:
Semente aromática, nativa das Américas e do Oriente que se encontra em pó ou grãos. É pouco picante e ligeiramente adocicada.. É utilizada em conservas de legumes, carnes de caça, frutos do mar, alguns patês, doces, tortas e pudins. 
Especiaria da família das Myrtaceae originária do Oeste da Índia e América Latina. O seu sabor é bastante apreciado e lembra a combinação de canela, noz-moscada e cravo-da-índia. No interior dos frutos contém duas sementes que depois de beneficiadas dão um sabor especial às conservas, e servem para condimentação de carnes e mariscos. A pimenta-da-jamaica branca é ideal para carnes brancas, maioneses e molhos brancos, por ser mais suave. A preta é indicada para carnes vermelhas. A pimenta moída serve para aromatizar bolos, biscoitos, pudins, carnes, sopas e molhos. A Jamaica é o maior produtor com cerca de 70% da produção mundial. Ë cultivada também em outros países, como o México, Costa Rica, Guatemala, Cuba e Brasil.

Pimenta-rosa:
A pimenta-rosa (Schinus terebinthifolius), muitas vezes confundida com a pimenta-do-reino, não pertence à família das pimentas. Trata-se da fruta da aroeira (Schinus molle) que, apesar do aroma de pimenta, apresenta sabor levemente adocicado e ardência bem delicada (quase imperceptível).
Há outra variedade de aroeira, conhecida como aroeira-de-capoeira ou aroeira-vermelha (Schinus terebinthifollus) que também produz a pimenta-rosa. Deve-se tomar cuidado pois algumas variedades, como a aroeira-brava, causam alergia e urticária.
A aroeira é nativa da América do Sul e seus frutos são comuns na cozinha francesa, daí ser conhecida como poivre rose (pimenta-rosa em francês).
Só há pouco tempo passou a fazer parte da culinária brasileira, que até então exportava a pimenta-rosa para a Europa e depois importava. Pela baixa ardência não é usada como condimento e sim como elemento de decoração. Por outro lado, dá um sabor especial na preparação, pois quando as sementes são mastigadas nota-se a suave ardência.
É usada principalmente como elemento de decoração e entra na composição de pratos salgados e doces, combina com todos os tipos de carnes, frutas e geléias, pode ser colocada em sorvetes, é perfeita chocolate e sempre que precisamos de um contraste de cores na montagem dos pratos.

Pimenta síria:
Na realidade trata-se de uma mistura de especiarias que leva pimenta-da-Jamaica, pimenta-do-reino preta, canela, cravo-da-índia e noz moscada.
Tem sabor picante e pode ser usada no preparo de peixes assados e cozidos, assim como molhos em geral.
Um dos principais ingredientes dos quibes e esfirras árabes. Grau 2 na escala de temperatura. 


AQUI UM VÍDEO ENSINANDO COMO AZER UMA BOA CONSERVA:


E AI, GOSTARAM?

fontes: pimentasartesanais.com.br; 
monografia de Raquel Dabeliczen Zancanaro para UnB; 
imagens google

sábado, 7 de janeiro de 2012

Menu a los hermanos

Enfim o blog voltou!
Gente, que viagem deliciosa!
Fomos atrás das origens da gastronomia argentina e descobrimos com nossos "vizinhos" sabores incomparáveis e uma gastronomia contemporânea que busca o reavivamento dos típicos pratos feitos pelos povos pré-colombianos que habitaram a região.
Uma mescla das cozinhas espanholas, italianas, alemãs, francesa com ingredientes, técnicas e criatividade argentina!
O ROTEIRO DA NOSSA VIAGEM VOCÊ ENCONTRA CLICANDO AQUI!

DELICIE-SE VOCÊ TAMBÉM!

ENTRADAS

Empanadas de carne

INGREDINTES
Massa:
500g de farinha de trigo
½ colher (café) de sal
200g de manteiga
75ml de água

Recheio:
4 colheres (sopa) de óleo de canola
1 cebola grande bem picada
100g de pimentão vermelho sem sementes, bem picado
1 tomate maduro sem pele e sem sementes, bem picado
1kg de alcatra bovina picada
1 colher (café) de páprica doce
1 folha de louro
1 ramo de tomilho
Pimenta do reino a gosto
100g de uvas passas
Sal a gosto
2 ovos cozidos picados
100g de azeitonas verdes sem caroço, picadas

PREPARO
Massa: em uma vasilha misture a farinha e o sal. Acrescente a manteiga e, em seguida, sove a massa, colocando a água aos poucos até que fique homogênea. Enrole-a em um filme plástico e deixe na geladeira por 10 horas. Passado esse tempo, corte a massa em fatias de 3 cm e abra-as com um rolo. Quando estiverem com a espessura de 4mm corte-as em círculo de 10cm de diâmetro. Reserve, separando as massas com papel manteiga para não grudarem e cobrindo com filme plástico para não ressecarem.

Recheio: em uma panela aqueça o óleo e refogue a cebola, o pimentão e o tomate. Quando a cebola estiver transparente, junte a carne, a páprica, o louro e o tomilho. Refogue bem. Depois, coloque a pimenta, as uvas passas e o sal e cozinhe por 2 minutos. Quando o refogado estiver frio adicione os ovos e as azeitonas.

Montagem: pegue um disco de massa e coloque 1 colher (sopa) de recheio no centro. Junte as bordas, apertando bem para selar. Em seguida dobre as bordas para garantir que não irão abrir.
Frite em óleo quente por cerca de 3 minutos ou até ficarem bem douradas. Sirva em seguida.
                                                                                                                                                                     

Humita

INGREDIENTES
3 colheres (sopa) de azeite
100g de cebola picada
2 alhos-porós cortados em rodelas finas
1 dente de alho picado
300g de abóbora em cubos
2 tomates sem pele e sem sementes, picados
¼ colher (café) de páprica picante
Pimenta do reino a gosto
500ml de caldo de lugumes
3 espigas de milho debulhadas
Sal a gosto

PREPARO
Em uma frigideira aqueça o azeite e refogue a cebola, o alho-poró e o alho por 3 minutos.
Acrescente a abóbora, os tomates, a páprica e a pimenta, misture, refogando por mais 2 minutos.
Junte 400ml de caldo, tampe a panela e cozinhe por 10 minutos em fogo médio.
Enquanto isso bata no liquidificador o milho com o restante do caldo de legumes até formar um creme.
Em seguida adicione esse creme à panela com refogado e cozinhe por mais 10 minutos. Acerte o sal e sirva em cumbucas individuais.
                                                                                                                                                                     

Provoleta

INGREDIENTES
Queijo:
4 pedaços de 200g de provolone
10ml de azeite

Molho:
4 tomates
1 colher (sopa) de salsinha picada
1 colher (sopa) de orégano
2 dentes de alho picados
1 folha de louro
120ml de vinho branco
Sal a gosto
1 pitada de açúcar
2 colheres (sopa) azeite

Finalização:
2 tomates picados
1 colher (sopa) orégano

PREPARO
Queijo: pincele os pedaços de provolone com o azeite e coloque-os em uma grelha por 5 minutos de cada lado.

Molho: em uma panela com água cozinhe os tomates por 7 minutos ou até ficarem bem macios. Espere esfriar e bata no liquidificador com a salsinha, o orégano, o alho, o louro, o vinho, o sal, a pimenta, o açúcar e o azeite.
Esquente o molho por 5 minutos no fogo médio.

Montagem: forre pratos individuais com esse molho e disponha os pedaços de queijo por cima. Decore os pratos com os tomates picados e salpique orégano.
Sirva quente.


                                                                                                                                                                     

PRATOS PRINCIPAIS

Carbonada

INGREDIENTES
4 colheres (sopa) óleo de milho
400g de alcatra bovina em cubos
4 colheres (sopa) pimentão verde picado
4 colheres (sopa) cebola picada
50ml de vinho branco
1 colher (chá) páprica doce
400ml de caldo de legumes
1 tomate picado
1 colher (chá) de açúcar
1 espiga e milho verde cozida e cortada em rodela finas
Salsinha picada a gosto
2 colheres (sopa) arroz branco cozido
Sal a gosto
1 batata cozida em cubos
400g de abóbora cozida em cubos

PREPARO
Em uma panela com 2 colheres (sopa) de óleo frite a carne por 2 minutos. Reserve.
Com o restante do óleo refogue por 5 minutos o pimentão, a cebola, o vinho, a páprica, 200ml de caldo, o tomate e o açúcar.
Junte ao refogado a carne, o milho, a salsinha, o arroz e o restante do caldo de legumes.
Acerte o sal e cozinhe por mais 15 minutos.
Pouco antes de terminar o cozimento acrescente a batata e a abóbora apenas para aquecer. Sirva em seguida.
                                                                                                                                                                     

Entrañas

INGREDIENTES
600g de entrañas (diafragma bovino) ou fraldinha
Sal a gosto
150g de queijo brie em fatias
50g de manteiga
1 colher (chá) de alho picado
300g de champignon em fatias
Pimenta-do-reino branca a gosto
1 colher (sopa) de salsinha picada

PREPARO
Divida a carne em 4 fatias, tempere com sal e asse-as na grelha por 10 minutos de cada lado  ou até o ponto desejado.
Dobre a carne ao meio e coloque duas fatias de queijo brie no meio. Reserve.
Em uma panela aqueça a manteiga e refogue o alho em fogo médio.
Acrescente os champignons e salteie-os por 2 minutos.
Diminua o fogo e cozinhe por mais 8 minutos.
Pouco antes de terminar o tempo, adicione a pimenta, o sal, a páprica e a salsinha.
Disponha as fatias de carne recheadas com o brie em pratos individuais e sirva-as acompanhadas dos cogumelos.
                                                                                                                                                                     

Locro

INGREDIENTES
2 linguiças de porco
2 colheres (sopa) de óleo de milho
2 colheres (sopa) e cebola picada
100g bacon
150g de grão de milho
100ml de vinho branco
200ml de caldo de legumes
1 colher (chá) de páprica doce
1 colher (café) de orégano
Sal a gosto
Pimenta-do-reino a gosto
200g de feijão branco cozido
1 espiga de milho cozida e cortada em rodelas
100g de abóbora em cubos

PREPARO
Coloque as linguiças em uma chapa quente por 4 minutos apenas para selar. Reserve.
Em uma panela com óleo refogue a cebola, o bacon, o milho, em seguida acrescente o vinho, o caldo de legumes, a páprica e o orégano.
Acerte o sal e a pimenta. Junte as linguiças, o feijão e as rodelas de milho. Cozinhe por 1 hora.
Pouco antes de terminar o cozimento junte a abóbora  e sirva em seguida.
                                                                                                                                                                     

SOBREMESAS

Alfajores

INGREDIENTES
150g de farinha de trigo
200g de fubá de milho
½ colher (café) de fermento
½ colher (café) de bicarbonato de sódio
150g de manteiga
100g de açúcar
2 gemas
½ colher (café) de essência de baunilha
2 colheres (sopa) de conhaque
1 colher (sopa) de casca de limão
250g de doce de leite cremoso
Cacau em pó a gosto

PREPARO
Em uma vasilha misture a farinha, o fubá, o fermento e o bicarbonato peneirados. Reserve.
Bata na batedeira a manteiga com o açúcar. Acrescente as gemas, uma a uma, sem parar de bater. Junte a essência de baunilha e o conhaque.
Em seguida, adicione a mistura de farinhas pouco a pouco à massa.
Quando estiver homogênea junte as cascas de limão. Abra a massa em uma superfície polvilhada com farinha, deixando-a com uma espessura de 1 cm.
Corte a massa em discos de 5 cm de diâmetro. Em uma assadeira com manteiga, coloque os discos de massa e asse-os em forno preaquecido, a 180°C, por 12 minutos.
Retire-os do forno e deixe esfriar.
Quando estiverem em temperatura ambiente, coloque o doce de leite em um dos discos e feche o doce com outro disco. Polvilhe com açúcar e cacau e sirva em seguida.
                                                                                                                                                                    

Pudim de doce de leite

INGREDIENTES
300g de açúcar
100ml de água quente
6 ovos
250ml de leite
300ml de leite condensado
250g de doce de leite cremoso

PREPARO
Leve uma panela com o açúcar ao fogo médio. Quando começarem a caramelizar adicione a água, misture bem até o ponto de caramelo. Retire do fogo e reserve.
Em uma vasilha passe os ovos pela peneira. Acrescente o leite, o leite condensado e o doce de leite, misturando bem.
Em pequenas formas metálicas coloque 2 colheres (sopa) de caramelo e, em seguida, complete-as com a mistura do pudim.
Asse em banho-maria, a 200°C, por 30 minutos. Retire do forno, espere esfriar e desenforme.
Sirva em seguida.


GOSTARAM DO CARDÁPIO ARGENTINO?! 

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

FOMOS VIAJAR! LOGO LOGO VOLTAREMOS COM NOVIDADES!

SEMPRE ATRÁS DE NOVIDADES PARA NOSSOS LEITORES E AMIGOS, NÓS FOMOS VIAJAR PARA PESQUISARMOS NOVAS INFORMAÇÕES E RECEITAS PARA VOCÊS SABOREAREM!

LOGO LOGO ESTAREMOS DE VOLTA COM NOVIDADES IMPERDÍVEIS!